Covid-19: Subcomissário apela ao cumprimento da cerca sanitária | Sociedade | Jornal de Angola


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Mazarino da Cunha

O porta-voz da Comissão de Defesa e Segurança, Waldemar José, solicitou , ontem, em Luanda, a certas entidades do país que gozam de imunidades, a colaborarem e, por via disso, dar exemplos no cumprimento rigoroso da cerca sanitária, imposta por força do Decreto Presidencial.


Porta-voz da Comissão de Defesa e Segurança, Waldemar José
Fotografia: José Cola | Edições Novembro

Ao intervir na mesma conferência de imprensa, no Centro Aníbal de Melo, o subcomissário Waldemar José defendeu que as entidades ou pessoas que exercem cargos de destaque devem ser as primeiras a cumprirem com as normas estabelecidas pelo Decreto Presidencial, que estipula o Estado de Emergência. 

As imunidades de que gozam os governadores, ministros, generais, oficiais superiores, comissários da Polícia Nacional, magistrados judiciais e do Ministério Público, lembrou, não os torna imunes a doenças e muito menos lhes dá o direito de colocar em risco a vida de terceiros. Waldemar José argumentou que as entidades que gozam de imunidades são menos de três mil em todo o país, na ordem de um por cento da população. Por isso, reforçou, não se pode permitir que os mesmos sejam uma ameaça à segurança de 99 por cento dos angolanos.

Relativamente à criminalidade, o oficial informou que, num mês de confinamento, o país registou um decréscimo nas cifras


criminais, especialmente para casos mais violentos. Em acidentes de viação foram registados dez casos por dia, menos dois em relação a igual período do mês anterior.  O porta-voz da Comissão de Defesa e Segurança indicou que houve menos 60 homicídios em relação ao período anterior, menos 379 crimes de ofensas corporais e, também, um decréscimo de 122 delitos com recurso a arma de fogo.

Quanto a detenções por violações ao Decreto Presidencial, o subcomissário disse que as Forças de Defesa e Segurança efectuaram 5.859 detenções, 516 dos quais julgados sumariamente. Deste número, 2.823 cidadãos estrangeiros foram detidos por não terem observado a cerca sanitária ao longo da fronteira nacional. O oficial disse que houve a detenção de 1. 709 cidadãos por actividade de moto-táxi e 775 por não observarem o número de lotação. Houve a preensão de 274 mil litros de combustíveis em Cabinda, Lunda-Norte e Moxico.